É, foi breve!... Entrou quase invadindo, com a respiração descompassada, acomodou-se e descarregou algumas lágrimas, tormentos e insatisfações. Aos poucos, mais calmo, sentiu-se a vontade. Então começou a recarregar-se. Preencheu-se com tudo que achava necessário: Atenção, carinho, compreensão, amor próprio, esperança... A conversa estava boa, trouxe-lhe lembranças de um tempo bom "coisas de infância". Lembrou que tinha uma vida e que ela não fora apagada com o tempo. Queria saber mais. Sentiu-se vivo! Rejuvenescido!!!...De repente uma voz que o chamava já fazia algum tempo ficou mais alta. Tirando-lhe a magia daquele momento. Trazendo-o de volta a sua conturbada realidade. Levantou-se na ânsia de atender a tal voz com intenção de cessá-la. Tentou carregar tudo que podia. Olhou rapidamente procurando pela Coragem, mas não a encontrou. E sem mais tempo, foi saindo sem saber se agradecia ou se desculpava. Queria ficar mais. Mas não tinha mais tempo. Já havia protelado demais. Saiu tentando não olhar para trás. Sentia o coração apertado, precisava voltar, embora não quisesse perder mais nenhum segundo daquela sensação tranquilizante de pureza e liberdade. Sua atual situação não lhe permitiu mais nenhum segundo daquele encanto. Então, foi... sem a Coragem e com algumas incertezas, talvez, alguns medos. Hoje, ainda é um mistério. Mas deseja está fazendo a coisa certa. Não teve muita escolha. A voz que sempre comandou ainda domina. A questão não é obedecer e sim concordar com ela. E essa tal voz não deveria ser mais alta que a que vem do coração, da alma. Mas por sentir-se culpado, sempre põe em prioridade a tal voz. Essa voz já chorou, berrou, gritou muito.Por isso, se auto flagela acreditando que assim pode provar seu arrependimento. E quem sabe reescrever a própria história...
E o ditado diz: Enquanto há vida, há esperança! Essa é a última que morre. Então, siga em frente se acredita. E que o Amor seja vitorioso sempre! Seja o próprio ou ao próximo.
Enviado por... Samy Duarte